quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Jogos Olímpicos 2012/2016: O valor da medalha

José Renato Salatiel*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação


O Brasil encerrou sua participação nos Jogos Olímpicos de Londres com um resultado abaixo do esperado, apesar de os investimentos terem sido os maiores da história do esporte olímpico no país.

Direto ao ponto: Ficha-resumo

O desafio, agora, é melhorar a atuação dos atletas brasileiros para a próxima edição do evento, que será realizado no Rio de Janeiro em 2016. Será a primeira Olimpíada sediada na América do Sul.

No quadro de medalhas, o Brasil ficou em 22o lugar em relação aos demais países que participaram dos jogos. Estados Unidos, China e Reino Unido terminaram, respectivamente, em primeiro, segundo e terceiro lugares no ranking.

Os brasileiros ganharam um total de 17 medalhas, três delas de ouro – no judô (Sarah Menezes), na ginástica (Arthur Zanetti) e no vôlei (seleção feminina). Modalidades como o futebol, o vôlei masculino e atletismo não concretizaram as esperanças de melhores colocações no pódio.

No total de medalhas, o país obteve um recorde em relação a sua participação nos anos anteriores. Em Pequim (2008) foram 15 medalhas, três delas de ouro, e de Atenas (2004) as equipes nacionais voltaram com 10, sendo cinco de ouro.

A conquista deste ano, porém, foi discreta, principalmente se comparada com Atlanta em 1996, quando o país subiu 15 vezes no pódio, superando a marca de apenas três premiações em Barcelona (1992).

O desempenho atendeu às expectativas do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), mas ficou abaixo da estimativa de 20 medalhas do Ministério do Esporte.

De acordo com um levantamento do UOL Esporte, nos últimos quatro anos o governo brasileiro investiu R$ 2,1 bilhões na preparação de 258 atletas olímpicos, inscritos em 27 modalidades esportivas. É o maior investimento na história do país, quase o dobro do montante gasto no período anterior (2005-2008), de R$ 1,2 bilhão.

Esses recursos são provenientes de quatro fontes: da Lei Agnelo Piva, que possibilita o repasse de 2% da arrecadação bruta das loterias federais para o COB; da Lei de Incentivo ao Esporte; do Ministério do Esporte e do patrocínio de sete estatais, entre elas o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Para efeito de comparação, a Grã-Bretanha, anfitriã dos jogos deste ano, aplicou no mesmo período 264 milhões de libras (R$ 834 milhões) segundo a Associação Olímpica Britânica. E mesmo com investimentos menores do que o Brasil, os britânicos conseguiram 65 medalhas e o terceiro lugar no ranking.

Se os recursos aumentaram, o que falta ao Brasil para conseguir destaque no principal evento esportivo mundial?
 

Rio 2016

Especialistas acreditam que o problema esteja na gestão e distribuição das verbas públicas. Para resolver isso, apontam a necessidade de efetivar o Plano Nacional de Desporto, previsto na Lei 9.615, de 1998.

Uma política mais adequada, dizem, permitiria distribuir as verbas da Lei Piva de modo mais igualitário entre os atletas. Hoje, esportes cujos profissionais possuem patrocinadores, como o atletismo e a natação, recebem mais do que outros que não o possuem.

Como resultado, haveria uma renovação no quadro de medalhistas brasileiros e ampliação das modalidades disputadas, sobretudo em esportes individuais. Nestas Olimpíadas, por exemplo, dentre os medalhistas apenas três eram de esportes coletivos – vôlei feminino e masculino e futebol.

A expectativa do COB é que o Brasil fique entre os 10 melhores colocados no ranking de medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, conquistando o dobro de medalhas. Mas analistas são céticos quanto à possibilidade de o Brasil se tornar uma potência olímpica em curto prazo, uma vez que o ciclo de formação de um atleta campeão leva até 10 anos.


Direto ao ponto

O Brasil encerrou sua participação nos Jogos Olímpicos de Londres com um resultado abaixo do esperado. No quadro de medalhas, o país ficou em 22o lugar em relação aos demais participantes.

Os brasileiros ganharam 17 medalhas, três delas de ouro - no judô, na ginástica e no vôlei. No total, o país obteve um recorde em relação aos anos anteriores, mas ficou aquém da estimativa de 20 medalhas do Ministério do Esporte.

Apesar desse resultado, o esporte olímpico recebeu, nos últimos quatro anos, o maior investimento de sua história. Segundo um levantamento do UOL Esporte, o governo brasileiro aplicou R$ 2,1 bilhões na preparação dos atletas olímpicos.

O que falta, segundo especialistas, é uma política que melhore a gestão dos recursos, de modo a aprimorar o desempenho na próxima Olimpíada, no Rio de Janeiro, em 2016.

Nenhum comentário:

Postar um comentário